Eletromobilidade no Estado do Rio
Carregador de carro elétrico não é tomada reforçada. É um circuito dedicado que puxa corrente alta por horas seguidas, e precisa de dimensionamento de carga, quadro próprio e proteção diferencial correta. Aqui o projeto é feito e assinado por eletrotécnico registrado no CRT-RJ, seguindo a NBR 5410 e a NBR 17019.
Antes de ligar na tomada
Um carregador residencial pode puxar de 32 a 96 amperes e ficar nesse regime por seis, oito horas seguidas — todo dia. Nenhuma instalação residencial comum foi dimensionada pensando nisso. É por aí que começam os problemas que a gente é chamado pra resolver depois.
Soluções
A escolha certa depende de quanto tempo o carro fica parado. Quem dorme com o carro em casa não precisa de carga rápida. Quem atende cliente de passagem não pode oferecer outra coisa.
A instalação de casa. Você chega, pluga e o carro amanhece cheio, aproveitando a madrugada. Substitui o cabo de emergência que veio na mala, que carrega devagar e não foi feito para uso diário.
O problema aqui não é elétrico só, é de convivência: quem paga a energia que cada um consumiu. Resolvemos com carregadores gerenciáveis e medição individual, sem rateio na taxa condominial.
Para quem precisa devolver autonomia em minutos, não em horas: posto, shopping, hotel, concessionária, restaurante de estrada. Vira atrativo de fluxo e, dependendo do modelo, fonte de receita.
Como funciona
Nada é terceirizado no meio do caminho. Quem vai na visita técnica é quem projeta, e quem projeta acompanha a instalação.
Visita no local para ver o quadro, a entrada de energia e a distância até a vaga. Levantamos a carga já instalada e conferimos se o padrão comporta o carregador — antes de qualquer promessa.
Dimensionamento do circuito, seção do cabo, disjuntor, DR e DPS, com diagrama e memorial. Se for preciso adequar o padrão de entrada ou aumentar a carga contratada, isso entra no escopo declarado.
Eletroduto, cabeamento, quadro dedicado e fixação do equipamento. Trabalho feito com o mínimo de transtorno na garagem e acabamento que você não vai querer esconder atrás de um armário.
Medição de aterramento, teste de atuação do DR e primeira carga acompanhada com o seu carro. Você recebe a ART e a orientação de uso — inclusive o que fazer se o carregador acusar falha.
Quem já tem sistema solar, ou vai instalar, faz as duas obras de uma vez — a infraestrutura sai numa passagem só.
Projetos
Wallbox BYD com quadro dedicado ao lado, circuito exclusivo e cabo Tipo 2 — instalação residencial entregue e energizada pela nossa própria equipe técnica.
Dúvidas frequentes
Só dá pra responder isso depois de olhar o quadro e a entrada de energia. O que conta não é a soma de tudo que você tem ligado, é a demanda — quanto costuma funcionar ao mesmo tempo. Um wallbox de 7,4 kW pede um circuito de 32 A só pra ele, e isso pesa numa entrada monofásica antiga.
Em boa parte das casas dá certo com o padrão existente. Em outras, é preciso adequar a entrada ou pedir aumento de carga à concessionária. A visita técnica existe justamente pra te dizer em qual dos dois casos você está, antes de comprar o equipamento.
A bateria do carro só aceita corrente contínua. A diferença está em onde a conversão acontece.
No AC (wallbox), a energia chega em corrente alternada e quem converte é o carregador de bordo, dentro do próprio carro. Como esse conversor é pequeno, a potência fica limitada — normalmente entre 7 e 22 kW. É carga de várias horas, ideal pra noite.
No DC (carga rápida), a conversão acontece dentro do próprio equipamento, que é grande e caro, e entrega corrente contínua direto na bateria. Por isso alcança 30, 60, 150 kW ou mais, e resolve uma recarga em minutos.
Na prática: casa e condomínio pedem AC. Ponto comercial de passagem pede DC.
Serve. Os elétricos e híbridos plug-in vendidos hoje no Brasil — BYD, Volvo, GWM, BMW, Chery, JAC, Renault, Nissan, Toyota, Volkswagen, entre outros — usam o conector Tipo 2 na carga em corrente alternada, e CCS2 na carga rápida em corrente contínua. É o padrão que adotamos nos projetos.
Duas ressalvas que vale conhecer. Modelos mais antigos, como algumas versões do Nissan Leaf, usam CHAdeMO na carga rápida — nesses casos o ponto DC precisa ter a saída correspondente. E a velocidade de carga no wallbox depende do carregador de bordo do carro: se o seu aceita no máximo 7 kW, instalar um equipamento de 22 kW não vai deixá-lo mais rápido.
Me diga o modelo e o ano no WhatsApp que eu confirmo a especificação antes de qualquer coisa.
Sai. É o documento em que um profissional habilitado assume formalmente a responsabilidade técnica pela instalação, registrado no conselho — no meu caso, o CRT-RJ, onde sou registrado como eletrotécnico.
Importa em três momentos concretos: quando o condomínio exige a documentação pra liberar a obra na garagem, quando a seguradora pede comprovação da instalação depois de um sinistro, e quando você vende o imóvel e precisa mostrar que aquele ponto foi feito dentro da norma. Instalação sem responsável técnico é barata até o dia em que alguém pede o papel.
Duas saídas, e a escolha costuma depender de como está a infraestrutura da garagem.
A primeira é puxar o circuito do medidor da própria unidade — a recarga cai na conta de luz do apartamento, sem envolver o condomínio. Funciona bem quando a vaga é próxima e existe caminho pra passar a infraestrutura.
A segunda é alimentar pela área comum com carregadores gerenciáveis, liberados por RFID ou aplicativo. O sistema registra quanto cada morador consumiu e gera o relatório pro síndico cobrar, sem rateio na taxa condominial.
Se ajudar na aprovação, participo da assembleia pra explicar o projeto e responder as dúvidas técnicas dos moradores.
Pode, e é a combinação que mais faz sentido. Só vale alinhar a expectativa: num sistema conectado à rede, a energia gerada e a consumida se encontram no medidor. Se você carrega o carro de madrugada, na prática está usando o crédito de energia gerado durante o dia.
Por isso, quem instala carregador costuma precisar de um sistema solar maior do que o dimensionado só pra casa — o carro vira uma nova conta de luz. Se você já tem sistema instalado, dá pra recalcular quanto de geração falta pra cobrir a recarga. Se ainda não tem, fazemos os dois projetos juntos e a infraestrutura sai numa obra só. Dá pra começar pelo simulador de economia.
Com essas duas informações eu já consigo adiantar bastante coisa por WhatsApp e agendar a avaliação técnica no seu horário.